miércoles, 2 de abril de 2008

"Tantra - Outra visão da vida e da sexualidade"

TANTRA (Definição): Filosofia comportamental naturalista. Surgida em uma região que hoje é conhecida como Índia há mais de 5000 anos, no berço de um povo chamado drávida. Nesta sociedade primitiva não guerreira, a mulher foi valorizada e divinizada, pois ela era capaz de um milagre que o homem não compreendia e não podia reproduzir: dar a vida a outro ser humano, e ainda alimentá-lo em seu seio. Isto define as três características principais do Tantra:
  • a primeira é sua qualidade matriarcal: dá a luz pelo seu ventre e alimenta com o seu seio,
  • a segunda é a qualidade sensorial, e como conseqüência,
  • a terceira qualidade desrepressora.
Outras qualidades do Tantra: ser amoral e sugerir um prazer conceitual.


A MULHER, CAMPEÃ ERÓTICA
Por que as filhas de Eva, nossas companheiras, se pretendem mulheres, e não fêmeas, enquanto o homem fica muito orgulhoso de ser macho? Sem dúvida porque, sexualmente, a mulher é uma exceção e, como tal, não é comparável às fêmeas animais, enquanto o homem se comporta, afora alguns detalhes, como todos os machos do planeta. Todas as fêmeas, sem exceção, tem períodos de cio bem marcantes, inclusive as primatas. É algo único na natureza que a mulher ignore o frenesi do cio. O estro na mulher, sinal de ovulação, quase desapareceu. Tomando como exemplo uma fêmea primata, a ovulação a deixa excitada por uma dezena de dias, nos quais ela copula com diversos machos, dando mostras de um intenso prazer. A conseqüência inevitável desta maratona, cuja única finalidade é a procriação, é a gravidez. A partir de então, nada de sexo antes de dois ou três anos se passarem, o que reduz a sua vida sexual a alguns interlúdios semanais durante toda a sua vida. A mulher é a campeã do sexo. Pode ser sempre excitada, fisicamente, ela pode fazer amor todos os dias, durante toda a sua vida adulta, mesmo quando está grávida. Sua vida sexual recomeça alguns dias depois do parto. Nenhuma fêmea, de espécie alguma, copula neste ritmo. Na natureza, a mulher é o único caso de dissociação hormonal quase total entre eros e a procriação: enquanto a reprodução se realiza nos ovários, que secretam os hormônios femininos, são as supra-renais que destilam o pouco hormônio masculino necessário para excitar o centro do desejo, em algum lugar do cérebro feminino. O processo do orgasmo se diferencia no homem e na mulher: ele tem 3 a 4 contrações maiores seguidas de outras de menor intensidade e todas na região genital. Depois, ele se desinteressa pelo sexo e o sangue deixa a área. Ela tem 5 a 8 contrações principais seguidas de 9 a 15 secundárias, que irradiam por toda a bacia. Longe de estar terminado, para ela o sexo recém começou. Ao contrário de homem, não há descongestionamento dos órgãos genitais, podendo viver, quase que imediatamente, novos picos de prazer. De fato, quanto mais orgasmos uma mulher tem, mais orgasmos ela pode ter, e mais eles se intensificam. Somente o controle ejaculatório restabelece o equilíbrio. Assim sendo, como em tudo o mais, é normal educarmos nossa sexualidade específica, tão diferente da pulsão animal bruta. A intensidade sexual máxima possibilitada pela fisiologia é desejada, visto que está inscrita em nossos genes, e legítima, desde que sem drogas nem artifícios contra a natureza. Nossa sexualidade é influenciada ainda de outra forma pela bipedia, que deixa o sexo visível. A posição da bacia favorece o amor face-a-face, prerrogativa humana, que permite trocas bem mais pessoais e intensas. O Tantra a evita, a princípio, porque o controle ejaculatório está muito associado à posição usual. O descondicionamento é facilitado com a adoção de outra posição, mas não há exclusão dela.


O RITUAL TÂNTRICO
A libido cósmica é o dinamismo fundamental da criação: o universo nasce do desejo, como todo o ser vivo. Desejo e gozo acompanham todo o ato criativo. As visões tântricas e científicas, longe de se excluírem, se completam. O homem moderno criou um abismo entre seu universo tecnológico artificial e a natureza, entre suas abstrações intelectuais e a vivência real. Tudo fica muito prático quando nada mais é sagrado, nem mesmo a vida: nada mais impede de pilhar recursos naturais e pessoas, em todos os níveis. Para o Tantra, toda mulher, por mais comum que seja, encarna a Deusa, é a Deusa, a Mulher-Absoluta, a Mãe Cósmica. Perceber concretamente o aspecto divino de cada mulher é uma condição prévia para o maithuna, e o ritual tântrico que precede essa união sexual sagrada se destina a levar a perceber essa realidade. O ritual tântrico propõe um caminho chamado Caminho do Vale, que é o mais fácil, pouco movimentado e baseado no relaxamento físico e mental. Ele nos abre para um mundo de sensações e experiências desconhecido, gera uma plenitude prolongada e a integração total entre dois seres. O ato sexual ritualizado é uma experiência divergente. No homem comum o ato sexual é uma experiência convergente no tempo, a aceleração dos movimentos e o breve momento de prazer da ejaculação, e convergente no espaço, pois sua vivência é investida numa zona mais reduzida, a genital. Para o tântrico o maithuna é uma experiência divergente, do tipo feminina. De fato, na mulher, a vivência sexual, longe de se limitar à vagina e ao pênis que ela encerra, ultrapassa progressivamente a esfera genital, se difunde por todo o corpo e quando vem o orgasmo, ele envolve cada fibra do seu corpo, primeiro a sua carne e depois todo o seu ser-espaço. O êxtase tende a se intensificar, a se prolongar- no tempo. Essa experiência difusa é também a do tântrico, que não copula com uma vagina, mas se une a um ser total, à mulher física, psíquica e cósmica. O homem participa do seu desejo e da sua emoção erótica, percebendo assim o ser secreto da mulher, sem procurar se apropriar do seu corpo e de seu sexo. O Caminho do Vale implica em imobilidade relativa, com movimentos pouco amplos e controlados para ambos, sendo que apenas um é ativo de cada vez, e sendo a mulher mais ativa. Nas fases de imobilidade a mulher pode usar a "linguagem secreta", os movimentos conscientes e controlados de sua vagina. No maithuna, união tântrica, o homem evita tudo o que possa provocar a ejaculação. A mulher é ativa e dá o tom. É indiferente se a ereção se mantém ou não durante todo o ato, basta poderem ficar unidos. As posições devem ser escolhidas de acordo com os seguintes critérios: conforto, para que a permanência possa ser longa, permitir relaxamento físico e mental, favorecer as trocas energéticas (prânicas) e facilitar o controle seminal. A posição predileta (condicionada) também é desaconselhada.


O CORPO, UNIVERSO DESCONHECIDO
Para o Tantra o corpo é mais do que um maravilhoso instrumento ou admirável mecânica biológica: ele é divino. Para compreender o Tantra é preciso realizar que: - o corpo real é um universo de extraordinária complexidade, cuja vida secreta é totalmente desconhecida; - que o corpo vivenciado é uma simples imagem, um esquema, uma construção mental, único aspecto que conhecemos; - corpo é produzido e animado por uma inteligência criadora, a mesma que suscita e preserva o universo, da mais ínfima partícula subatômica à mais gigantesca das inúmeras galáxias; - corpo abriga, em suas profundidades ocultas, potencialidades insuspeitas, energias extraordinárias, cuja maioria permanece latente no homem comum, mas que a prática tântrica desperta. Na vida prática não fazemos distinção entre objeto-real e objeto-imagem, mas quando nos referimos a nosso próprio corpo, é diferente: eu o sinto; logo, ele sou "eu", não? É isso o que se costuma pensar, pois é natural que, de certa forma, se subtraia o próprio corpo do mundo exterior: de um lado há minha mente e o "eu", associados ao corpo, e, de outro, "fora", há todo o resto, a multidão de seres e coisas. Assim, artificialmente, isolo meu corpo do resto do mundo, enquanto ele é um agregado de átomos tão materiais e banais quanto os de todos os objetos do mundo exterior com o qual estou em contínua relação de troca: diariamente absorvo moléculas de ar, de alimento e rejeito outro tanto. Meu corpo é um edifício que mantém sua forma enquanto seus tijolos são trocados incessantemente. Na realidade, meu corpo, embora material, é um lugar privilegiado do espaço onde "eu" estruturo matéria, onde construo esse corpo humano. "Eu" entre aspas significa que não é meu eu pequeno, mas sim a Inteligência Superior do meu corpo que o suscita e o mantém. Uma das finalidades do Tantra consiste em estabelecer uma relação consciente e confiante entre o eu empírico e a Inteligência Superior do corpo. Para me adaptar melhor a essa sabedoria suprema do corpo-real, devo desenvolver meu corpo-vivenciado, enriquecer meu esquema corporal. Eu manipulo meu corpo-real através do meu corpo-imagem e vice-versa. Para isto é preciso que observemos nosso corpo, interiorizando-nos para estar a escuta do corpo, colher o máximo de sensações para se tornar cada vez mais conscientes delas. A primeira etapa do ritual tântrico consiste em meditar sobre a "divindade" corporal do (ou da) parceiro (a) e a sua própria. Quando os sexos se unem, essa relação é vivida como um acontecimento prodigioso, sagrado, envolvendo o conjunto das duas repúblicas celulares constituídas de bilhões de indivíduos. Mas fora, verdadeiramente "fora" o que é que existe? Vejamos, inicialmente, o que é que não existe. Fora não há luz, nem cores, nem sons, nem odores, nem calor e nem frio. É claro que fora há fótons, grãos de luz guiados por ondas; mas a claridade, as cores, são fenômenos interiores, mentais. Fora o ar vibra, mas os sons nascem e existem apenas na mente. Fora há substâncias odoríferas, mas o perfume é mental. É verdade que a idéia de um mundo exterior, apesar de absolutamente real, seja desprovido de cores, seja silencioso, sem odores, desconcerta a princípio. É estranho pensar que, fora, não reina sequer a escuridão, mas a ausência de luz, apenas isso. Quando realizamos que o menor objeto-real exterior é de uma excepcional complexidade, que ele é um poderoso campo de força, a visão de mundo e a relação com ele balançam de imediato, as fronteiras entre os seres e os objetos se dissolvem e eles se tornam nuvens de energia, campos de força. Meu corpo também, por detrás de uma aparente imutabilidade relativa, abriga um processo, um evento considerável. Como parcela do cosmo em movimento, ele muda a todo instante. Sua essência é um dinamismo inteligente que a tudo se vincula. Sob este prisma, o ato sexual é vivido de modo totalmente diferente do modo comum, profano. No Tantra, não é o Senhor que "faz" amor - mais ou menos bem - com a Senhora; são duas repúblicas de células, dois universos que se encontram. Gozar torna-se um sub-produto não-essencial. Ao invés de estar centrado em seu prazer egoísta, cada um se abre para o universo corporal do outro e para o seu próprio. O orgasmo não é negado, mas não tem importância real para ambos. "Quando a experiência acontece em toda a sua amplitude, explode num feixe de centelhas, as mais longínquas das quais são as estrelas".



A MULHER, SEU CULTO E SEU MISTÉRIO

O culto que o Tantra devota à mulher ultrapassa tudo o que reivindicam os movimentos de liberação feminina: deusa-mãe, iniciadora, origem de toda a vida, fonte de prazer, caminho para a transcendência.

A mensagem do tantra concerne tanto ao homem quanto à mulher. Ela também deve mudar a sua atitude perante o seu próprio mistério. O seu verdadeiro mistério é a vida. A mulher faz a criança e não apenas a deixa crescer dentro de si: a criação.

O mistério da mulher não se limita a seu sexo, mas impregna todo o seu ser, inclusive e principalmente o seu psiquismo, a mulher é intuitiva, sensitiva, conhece o segredo da vida, da saúde, das plantas e das flores.

A mulher-deusa-mãe está presente no regime matriarcal (de mãe para filha). Quando o regime passa a ser patriarcal (de pai para filho) surge a necessidade de derrubar a mulher de sua posição natural. A civilização ocidental destrói a mulher-deusa-mãe e a mulher que surge é apenas uma aparência, uma imitação que é desposada por um homem que casa, assim, com seu espelho - mais bonito.

Embora no sistema patriarcal os biceps "dominem", estudos demonstram que a estrutura orgânica e cerebral fundamental nos mamíferos foi primeiro feminina e só depois masculina. Quando o feto não recebe estímulos hormonais ele sempre evoluirá para a forma feminina. No início de desenvolvimento embrionário, as gônadas masculinas e femininas são análogas e muito semelhantes. É a injeção de uma quantidade do hormônio andrógeno – ignoramos o que o comanda – que desencadeia uma reação que culmina na formação de um macho. Um ponto capital para o Tantra é que os circuitos femininos não são desativados.
Nossa cultura atual inculca no homem que a virilidade requer ausência de emoções. Ele é orientado para se comportar de modo militar, para reprimir qualquer emoção, para ignorar as mensagens do corpo. O Tantra propõe valores femininos para homens e mulheres como amor, afeto, relações humanas verdadeiras, contato com a natureza e a vida. E as crianças. São também femininos a música, a dança, a poesia e a literatura, aquilo que nos contata o racional e o irracional.


A OUTRA VISÃO DO SEXO
O Tantra, em seu ritual, não é sexo banal, mas o adepto tântrico deve poder satisfazer o outro, mesmo em um enlace normal. Aliás, a união tântrica só é possível entre parceiros capazes de relações sexuais comuns desenvolvidas. No sumário dos tratados sexuais figura o inevitável capítulo sobre o "prelúdio" com suas técnicas mais ou menos requintadas. No Tantra, o verdadeiro prelúdio consiste em criar uma relação íntima, psíquica e física, em estabelecer uma harmonia profunda. Para isto cada um se infunde da personalidade do outro, da sua presença enquanto ser total e se infunde do seu sexo – que não é sinônimo de órgãos genitais. Em geral, essa abertura para o outro basta, sem o menor gesto erótico, para criar um contato sutil. A nossa sexualidade se manifesta de forma dupla: possuímos um pólo indivíduo, que é a sede da individualidade e do eu consciente, e um pólo espécie, localizado em nossos órgãos genitais, responsável pela procriação. O Tantra, através do maithuna, ato sexual ritualizado, utiliza as duas, com uma nítida preferência pela que não é puramente animal, reprodutiva. A fisiologia confirma a tese tântrica: há um centro da sexualidade cerebral, o pólo indivíduo é localizável e localizado! É também o da felicidade e do êxtase. Esta zona é chamada de "paraíso". O paraíso é estimulado pelo hormônio sexual produzido no pólo espécie (não há resposta no paraíso em animais castrados). No maithuna tântrico, a poderosa e prolongada excitação no pólo espécie estimula as gônodas e intensifica a produção de hormônios masculinos indispensáveis à ativação máxima do paraíso. O Tantra quer que seus adeptos alcancem o êxtase total, aquele que funde a experiência orgástica do pólo espécie, nossa grande central energética, e o êxtase cerebral do pólo indivíduo, cada qual alimentando e estimulando o outro. Por isso, o Tantra excita a zona genital de forma consciente e controlada. Na linguagem metafórica do Tantra são as núpcias secretas de Shaktí – a energia e de Shiva – a consciência.



O DOMÍNIO SEXUAL

Para a grande maioria dos homens, o orgasmo e a ejaculação são a mesma coisa, enquanto que o Tantra sabe que é justamente a ejaculação que afasta o homem do orgasmo. O Tantra promete ao homem uma potência sexual ilimitada, ereções prolongadas e diversas relações sexuais por dia, sem nunca deixar de desejar a sua Shaktí. Esse programa o seduz... tanto quanto à sua parceira, mas ao tomar conhecimento do que vai lhe custar – renunciar à ejaculação – o sorriso desaparece ... O enredo clássico nos parece tão natural... o impulso sexual se enraíza na irresistível pulsão da espécie que quer sobreviver, portanto, procriar, ejacular. Esse comportamento, implantado em nossos genes, é reforçado pela educação. A solução tântrica é de uma simplicidade genial: prolongar a última faixa, a mais intensa e interessante e, para isso inibir o espasmo. Para um Shiva tântrico a arte suprema consiste em manter-se indefinidamente no ponto limite: isso lhe dá acesso ao "paraíso sexual cerebral" e ao verdadeiro orgasmo masculino. O que permite o afluxo de sangue que enrijece o pênis é o relaxamento. Os impotentes e os supostamente impotentes (a maioria) são no máximo ansiosos. Eles devem relaxar e praticar respiração lenta e profunda. Há duas condições necessárias, aparentemente contraditórias, para a visão tântrica: ereção possante e prolongada à vontade e por outro lado, evitar que esta intensidade faça ejacular. O jogo sexual depende de três grupos nervosos distintos:
  • um deles mantém o vínculo sensório-motor entre o sexo e o cérebro;
  • outro, o parassimpático, provoca e mantém a ereção; enfim, o simpático, é o responsável pela ejaculação.
Sabendo que a ereção depende do jogo do parassimpático, aquele que reduz o fôlego e os batimentos cardíacos, dilata os vasos, etc, constatou-se que a impotência e a ejaculação precoce têm um ponto em comum: a superexcitação do simpático, devida à ansiedade. Conclusão tântrica para corrigir a impotência, é preciso acalmar o simpático e para controlar a ereção e impedir a ejaculação, precoce ou não, é preciso estimular o parassimpático. Como fazer isso na prática:
  • para acalmar o simpático: reduzir os batimentos cardíacos, dilatando os vazos; usar movimentos ritmados e harmoniosos.
  • para ativar o parassimpático: controlar o fôlego, ficar consciente, respirar lenta e profundamente, movendo o abdômem. Esse regime respiratório se estabelece desde o preludio e se mantém durante toda a relação.
A prática de certos exercícios garantem ereções mais vigorosas e longe de esgotar a energia física ou psíquica, exalta-as. Objetivos: tomar consciência do complexo muscular genital em seu conjunto, fortalecê-lo e aprender a isolar e contrair-descontrair separadamente estes músculos. Os músculos genitais dos dois sexos são muito semelhantes e até homólogos. Portanto, é normal e lógico aconselhar mais ou menos os mesmos exercícios para Shiva e Shaktí.

martes, 1 de abril de 2008

"El Romance en el Tantra..."


Cuando nos enamoramos, pensamos sólo en el otro, todo lo hacemos en función de él y su conciencia es dueña de nuestros actos.

Algunos antropólogos denomina todo este período de enamoramiento como los rituales de cortejo, damos regalos de sorpresa, esperamos llamadas y las hacemos, nos vestimos con cuidado, cocinamos, y mostramos nuestra mejor faceta.

El Tantra considera que tal enamoramiento es la fuerza vital más poderosa y el momento de la unión sexual se entiende como la plenitud en la que tanto las energías físicas como espirituales de ambos se focalizan por completo en un mismo objetivo.

Lo que sucede es que el Dios y la Diosa internos se están comunicando y se están adorando recíprocamente. Esto es realmente un acto de magia pues tiene el poder más grande del mundo ya que es capaz de generar vida.

Así, para que la transformación ocurra debe crearse una atmósfera y las acciones rituales necesarias para despertar el romance y la fuerza vital divina que se encuentra adentro de cada uno de nosotros.

De ahí que cada encuentro sexual debe ser preparado con esta visión casi religiosa. Lo que va a ocurrir es un rito y todo rito tiene una fase de preparación.

Y una vez que se produzca el encuentro sexual, la actitud ideal es la de la adoración. Tanto la mujer como el hombre se deben adorar mutuamente como dioses que son.

Esto es fundamental, para que la liberación y el despertar de la conciencia sobrevenga en el momento del clímax.

El preámbulo o juego previo es básico en lograr la sensación de rito que alimentará el romance en la pareja. La meta es elevar la fuerza vital interior hasta un punto febril para aumentar la consciencia y la percepción.

La apreciación que se tenga de la pareja debe ser la de un dios. Él es tan hermoso, tan grande y fuerte y tan poderoso como un dios que se merece la total adoración de la diosa que es la mujer.

De la misma forma, él debe adorar a la diosa que hay en ella, con una total sumisión y respeto. Así, se logra la verdadera unión que se necesita para lograr la transformación y provocar una satisfacción indefinible en ambos.

The supreme bliss of orgasm.

There is neither passion nor absence of passion.
Seated beside her own, her mind destroyed,
Thus I have seen the yogini.

That blissful delight that consists between lotus [vagina] and vajra [thunderbolt, ie, penis],
Who does not rejoice there?
This moment may be the bliss of means, or of both wisdom and means . .
It is profound, it is vast.
it is neither self nor other . . .
Even as the moon makes light in black darkness,
So in one moment the supreme bliss removes all defilement.
When the sun of suffering has set,
Then arises this bliss, this lord of the stars.
It creates with continuous creativity,
And of this comes the mandala circle [of the cosmos].
Gain purification in bliss supreme,
For here lies final perfection.

lunes, 4 de febrero de 2008

"Pecados Capitales"

Pereza y Soberbia
























Avaricia y Envidia
























Gula y Ira
























Lujuria


Quién de nosotros no hemos caído ante estos apetecibles pecados capitales, que de una o mil formas nos hacen darle ese toque de "sabor" a nuestro día a día, claro que nada con abuso y exceso es bueno. Por eso recordemos que: "Una vez al año no hace daño"...


"Tormenta de Santa Rosa"

En 1615, en la ciudad peruana de Lima, “Ciudad de Los Reyes”, una religiosa beata Rosa –(Isabel Flores de Oliva, 1586-†1617)– encabeza una rogativa desde una Iglesia, ante el posible desembarco de naves de piratas holandeses que ya habían asaltado el puerto vecino de El Callao. Sin previo aviso, una gran tormenta impidió que las embarcaciones se acercaran a tierra y así, la ciudad de Lima quedó salva. Los creyentes comenzaron a atribuir la presencia de la tormenta y la huida de los piratas, al poder místico de Rosa.

La leyenda se popularizó en Argentina, con gran fuerza en la zona del Río de la Plata, en Córdoba y en la región de Cuyo. En la provincia de Mendoza, uno de sus departamentos lleva su nombre. Es una región realmente seca, y es muy poco frecuente que la tormenta (muy benéfica allí) se produzca.

Leyenda de la tormenta de Santa Rosa

En el Hemisferio Austral, a partir de mediados de agosto, es común oír hablar de la tormenta de Santa Rosa. Popularmente, se afirma que se produce unos días antes o unos días después del 30 de agosto, asociada al santoral de Santa Rosa de Lima, "Patrona de las Américas", agregando la creencia de ser una de las peores tormentas del año.

Mito y realidad

Climáticamente en el Hemisferio Austral, la tormenta de Santa Rosa puede constituirse en una de las primeras tormentas, hacia el final del invierno, unos diez días antes del 30 de agosto y veinte primeros días de setiembre.

Para el Vocabulario Meteorológico Internacional de la Organización Meteorológica Mundial, OMM, "tormenta” es la descarga brusca de electricidad atmosférica que se manifiesta por un resplandor breve (el relámpago) y por un ruido seco o un estruendo sordo (el trueno), asociada a nubes convectivas (cumulunimbus) y suelen llegar con lluvia en forma de chaparrón o, en latitudes más bajas, de nieve o granizo, y también de vientos fuertes. En invierno no ocurren estas tormentas convectivas, porque para su desarrollo, se necesitan condiciones energéticas más de primavera y de verano. Y, al acercarse el equinoccio de primavera del Hemisferio Sur (22 o 23 de setiembre), el acercamiento paulatino (por el ángulo de inclinación del eje del planeta) de este sector de la Tierra al Sol aumenta la disponibilidad de energía en el "Subsistema Austral Climático Terrestre", produciéndose cambios en la "Circulación Atmosférica Regional", desde fines de agosto. Con presencia de aire cálido y húmedo del norte, sumado a más radiación solar y a entrar "Perturbaciones Sinópticas" del oeste podría aparecer el fenómeno de tormenta saliendo del invierno, en cercanías del 30 de agosto, día de Santa Rosa de Lima.

Dicha perturbación se produce ya a que el Polo Sur sigue aún muy frío mientras que el continente austral comienza el lento proceso de calentamiento.

Popularmente (mito) se espera que la tormenta de Santa Rosa sea más fuerte que cualquier otra, pero normalmente no es así. Para la ciudad de Buenos Aires, Villa Ortúzar, del análisis de la frecuencia de aparición del Fenómeno Tormenta", 5 días antes y después del 30 de agosto, del período 1861-2003. Así, sólo 16 veces en 142 años, se produjo la "Tormentas de Santa Rosa de Lima

Año, Fecha, Lluvia acumulada mm
1870 30/8 28
1876 29/8 y 30/8 73
1922 29/8 al 1/9 80
1923 27/8 al 3/9 89
1942 31/8 al 2/9 98
1956 29/8 al 31/8 97
1959 30/8 al 1/9 55
1983 26/8 al 31/8 60
1986 29/8 al 3/9 68
1992 29/8 al 2/9 54
1993 30/8 al 1/9 49
1994 31/8 al 2/9 39
1996 25/8 y 26/8 22
2001 26/8 y 27/8 59
2002 28/8 13
2003 3/9 al 7/9 88

Puede notarse también, la presencia del Ciclo Húmedo "1973-2020, de las 16 tormentas, 7 son desde 1991.

La “Tormenta de Santa Rosa” se observa en algunas provincias argentinas. Provincias como Salta, Mendoza, San Juan muy rara vez aparece este fenómeno. En Uruguay se produce con frecuencia parecida a Buenos Aires. Y cosas parecidas se observan en Sudáfrica y en Australia.

nota mental:
digan lo que quieran... crean o no...
pero....
pu** ma**...
hay una humedad de perros...
un calor de la concha de la lora...
el sol raja la tierra y de vez en cuando se esconde para darnos algo de alivio...

y Santa rosa esta a la vuelta de la esquina....

"Eggnog"

Eggnog é uma tradicional bebida norte-americana, servida na ceia de Natal. Tradicionalmente, o eggnog é uma combinação de brandy, leite, ovo e açúcar, servida com uma pitada de noz moscada.

Ingredientes:

  • 25 ml bandy
  • 75 ml leite
  • 1 colher(es) de sopa de calda de caramelo
  • 1 ovo(s)
  • 2 cubos de gelo
  • noz moscada ralada para decorar

Modo de Preparo:

Servir em : Taça grande para conhaque.

Tipo : Cocktail Alcoólico

Porções :1

  1. Coloque o gelo em uma coqueteleira. Adicione o brandy, leite, calda de caramelo e o ovo. Agite bem.
  2. Coe a bebida no copo.
  3. Adicione uma pitada de noz moscada e sirva.

Dicas:

  • É preferível que se utilize leite integral.
  • Para uma variação, substitua o brandy por rum.
  • Para a calda de caramelo: misture 3 colheres de sopa de água e 3 colheres de sopa de açúcar e leve ao fogo baixo, mexendo bem para dissolver, até levantar fervura. Cozinhe por 1 ou 2 minutos sem mexer.

lunes, 28 de enero de 2008

«Fuerza Bruta»

"FUERZA BRUTA ES HOY.

NO ES EL TEATRO DEL FUTURO, NI LA OBRA QUE SE REPITE UNA Y OTRA VEZ. FUERZA BRUTA ES AHORA.

NO INVENTA NADA. ES UN FENÓMENO NATURAL INEVITABLE. EL RESULTADO DE MILLONES DE AÑOS.

TIENE ORIGEN EN EL FONDO DEL OCÉANO, EN EL FONDO DE LOS VASOS, EN EL CAMINAR POR LA VEREDA.

FUERZA BRUTA NO SIRVE PARA NADA. ES."


"Señoras y Señores, todo lo que sucede aquí es real. Tan real como su perro. No hay decorados. No hay convenciones teatrales. Todo tiene un rol en la acción. Y usted también. Prepárese...

No existe en la obra el concepto de significado o representación. Una puerta es una puerta. No significa ni mas ni menos que eso. Tampoco el vestuario, las luces, la música ni los gestos. La luz roja es una luz roja o lo que usted quiera. El lenguaje es abstracto, si, cada uno piensa lo que quiere. Absolutamente abstracto. Desde la creación. Nadie sabe el significado de la obra, porque no lo tiene.

El espacio se modifica durante toda la obra. Acompañe. Es fundamental que nada sea previsible. No le vamos a avisar. La sorpresa no es un efecto, es un estado constante y necesario para la efectividad de la obra. Para modificar profundamente la realidad del espectador. Su realidad.

El espectador esta dentro de una realidad extraordinaria. No esta emocionalmente a salvo en ningún momento de la obra.

El público no participa, forma parte. Herido. Festejando."

¡¡¡Pregúntate!!!

¿A qué sabe el dolor?
¿Es eterno el amor?
¿La amargura es mujer?
¿De qué están hechos los sueños?
¿Cuánto pesa un adiós?
¿Por qué es muda la Paz?
¿Puede dormir la traición?
¿Por qué es sorda la fe?
¿y ciego el que cree?
¿Sabe un rezo besar?
¿Cuánto cobra el celibato?
¿Está en venta el altar?
¿o lo alquilas para uso de un dictador? (en uno Hitler cojio!!)


He ardido en mil hogueras, me violaron en Perú, he vivido el holocausto, la inquisición, apartheid, dictaduras, poder, pederastia (la marca del Diablo es la Cruz)

Y verás que mi voz vive en ti, soy La Voz Dormida... de los que el Santo Oficio consiguió callar. Si me quieres seguir,volaremos sobre el arco iris,donde mueren las penas y nacen los besos en flor.
¡¡¡Mi voz vive en ti!!!

«Sueños aniquilados»

Todos tenemos sueños, deseos, anhelos... y estos a su vez son los que nos dan ese toque de luz a nuestra vida, con ella nuestro día a día tiene una pequeña chispa de fulgor que puede iluminar nuestra alma… solo que, cuando vemos que todo eso se desvanece en un instante sentimos que vamos cayendo en un mundo de tinieblas donde el único camino es el abismos, donde lo más probable es que no tengamos retorno, porque la caída es destructiva, al punto que no deja escombros... Las personas creemos que somos fuertes y valientes, que por tener ese rayito de luz en nuestras vidas, tenemos la vida casi, casi asegurada para el camino de la felicidad, pero cuando pienso ahora en felicidad, yo misma me pregunto: "¿A qué llamo felicidad?" ingenuamente creo que es todo aquello que me hace ilusión al pensarlo, al saber que lo tuve o que lo pudo obtener, aunque mi corazón se me quiebre, eso no es felicidad como yo misma quiero creer. Son en estos momentos en que mi alma deja su estado natural para elevarse, y dejar caer duramente mi cuerpo... siento las lesiones, veo la sangre recorriendo mi cuerpo... pero veo tan distante esa realidad que intento saber que pasa, me doy cuenta que ya no le pertenezco más a mi cuerpo, sino estoy enclaustrada en un nuevo mundo, donde solo mi alma encuentra salida a un solo estado anímico... a un estado que deseo escapar, pero que no consigo hacerlo, parece que este nuevo mundo me tiene prisionera, donde mi voluntad y deseos son relegados ante ella... grito en la quietud, esperando que un alma piadosa me tome entre sus brazos y con fuerza me arranque de aquí, siento que cada segundo soy carcomida... me duele tanto todo esto, pero estoy perpleja, ya no soy dueña de mi misma... ¿Qué me pasa? doy gritos, y más gritos en tono de agonía. Veo al detalle todo lo que me rodea... pero poco a poco todo es nublado, parece que no hay escapatorias... soy rehén, que está a la espera de ayuda, en vuelo taciturno, mis extremidades se empotran en este mundo, y dejándome envolver sin poder rehusarme… siento como ya no soy mi propia dueña de mis pensamientos, a lo lejos, a lo lejos veo una pequeña luz que al parecer calienta, me estremece, me asusta… ¿Será otro mundo? o simplemente lo poco que me queda de cordura me está haciendo una mala pasada... Gritos, y más gritos… pidiendo a una alma caritativa salvarme… pero nadie atiende a mi llamado, los que tal vez escuchen mis lamentos están sumergidos en sí mismos… doy agonía a este sufrimiento… frío, frío… la escaza esencia que aún me queda y conservo como tesoro se empieza a cristalizar… guardiana quiero ser, para que ningún ente consiga violentar lo poco que queda de mi. En la lejanía consigo distinguir una silueta que se aproxima, no sé si viene a mi rescate o a hundirme más en este abismo… ¡Mi nombre!, ¡Mi nombre! Oigo una voz débil que me llama, ¿será que ella también precisa de ayuda? ¿Cómo ayudar, si necesito de auxilio? Los sonidos son acrecentados, cada cosa cuadriplica su sonido… así como agonía, quiero escapar, salir de aquí pero no consigo nada; la silueta está llegando cerca de mí, veo lentamente como pretende hurtar lo más valioso que poseo, los demás que me acompañan en este mundo, le imploran piedad, pero al parecer él no sabe qué es eso, actúa a su conveniencia de esa forma aniquila los sueños de aquellas almas, que como yo estamos a la espera de socorro, pero no solo tiene sed de ellas, sino que también desea algo apropiarse de mí, de ese modo pueda ser que deje de existir… tengo miedo, siento escalofríos, el dolor me aqueja, imploro para que me deje libre, hasta que de pronto un estallido me deja inmóvil, y es ahí donde él desea violentarme… pero no lo consigue… mis plegarias, ruegos, súplicas, lamentos fueron escuchados por una alma que tiene apariencia de ser solitaria, que tiene la voluntad de darme la mano, pero no sabe como comenzar; me regocijo dentro de un clima, la temperatura se entibia y mis llantos pararon porque vino hacia a mí a enjugar mis lágrimas y darme un poco de sosiego. No me garantiza la felicidad, pero por lo menos me siento mejor. Ahora veo con claridad que todos somos propensos a ingresar en este mundo, solo que, si estamos dispuestos a aceptar ayuda y sobretodo pedirla, esta llegará… tal vez tarde, pero llega… Recién comprendo cuán confundida estaba sobre el verdadero significado de felicidad, gracias a esa piadosa alma que me ayudó, y que también te ayudará a salir de ese estado para retomar cuantas veces sean necesario el camino que nos llevará a la verdadera y única felicidad que nuestro cuerpo y alma siempre han de buscar y esperan encontrar a lo lardo de la vida. He recuperado mi libertad y conseguí ser nuevamente dueña de mi misma… que maravilloso es volver ser ¡yo!

martes, 11 de diciembre de 2007

"Amor...? Paixão...?"

Perguntaram me se há diferença entre o amor e a paixão… e se há… qual seria…
Cheguei à conclusão que são várias as hipóteses de resposta…
Talvez nenhuma certa… ou melhor… talvez nenhuma errada…
E as duvidas continuam…
Afinal são diferentes?...
O que distingue estes dois sentimento...?
Quando se sente amor?
Quando se sente paixão?
Por quem se sentem?
Podem sentir-se ao mesmo tempo…?
Nunca se sentem em separado…?

A minha opinião é ainda muito confusa e vaga… Penso que são diferentes… mas que acabam por se misturar… e que muitas vezes é importante que existam em simultâneo…
Penso também, que se pode sentir não por qualquer pessoa, mas pelas pessoas especiais… e que a forma como se sente difere conforme a pessoa pela qual se sente…
Este é sem dúvida um daqueles assuntos que, quanto a mim… é difícil, se não impossível, explicar… pois… a explicação existe apenas quando e no que se sente…
Bem… deixo vos agora aqui as questões… e não se preocupem, é normal que as opiniões sejam muito diferentes umas das outras… mas, como alguém especial me costuma dizer, não há respostas certas nem erradas.
  • "As paixões cegam. O verdadeiro amor nos tornam lúcidos."
  • "Todos nós vivemos devorados pela necessidade de sermos mados, mas temos medo da insegurança de amar."
  • "Tudo o que sabemos do amor, é que o amor é tudo que existe." Emily Dickinson
  • "Nada existe de grandioso sem Paixão." Hegel
  • "O amor não é mais que uma amizade inflamada" Pintor de Évora
  • "Paixão é uma infinidade de ilusões que serve de analgésico para a alma."
  • "O amor é como fogo: para que dure é preciso alimentá-lo." La Rochefoucauld
PS: Deixo algumas frases. Frases estas que também discordam entre si…

jueves, 22 de noviembre de 2007

"Universo de mis recuerdos..."

Hoy es noche clara en el universo de mis recuerdos. La nostalgia cual luna se ha propuesto reflectar el fulgor espiritual. El viento de mis pesares silba sin cesar trayendo a mi memoria el huracán de mis frustraciones.

Ante mis ojos, huidizo, para Cronos y al tratar de llamarlo un galáxico nudo me impide pronunciar sonido alguno.

En el silencio de la claridad la atmósfera de las pasiones envuelve a un pequeño corazón que es un sol irradiando amor.

Allá a lo lejos, demasiado para poder alcanzarlo otro astro destella su interminable saludo; más allá otros más, mentalmente les envío mis mensajes; pero abusando la mirada me percato que también son corazones esparcidos en la distancia del universo que simboliza la fría grandeza de la soledad que es precisamente el universo espiritual de ésta que es mi noche.

jueves, 15 de noviembre de 2007

"Saudade..."


A palavra Saudade traz em si, diversos significados que podem ser interpretados de acordo com o contexto onde é aplicado. Sua origem encontra-se no Latim, Solitate, e se pesquisada, descobriremos que a conotação contemporânea distanciou-se da original. Saudade não mais se refere ao sentimento de solidão preservado em variações de línguas românicas como o espanhol: soledad e soledat.

Sobre a saudade, podemos encontrar definições como "Sentimento mais ou menos melancólico de ausência, ligado pela memória à situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável"; ou "Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoa ou coisa distante ou extinta. Pesar pela ausência de alguém que nos é querido". Como sinônimos, encontramos Lembrança e Nostalgia.

Em 30 de janeiro celebra-se o "Dia da Saudade". Na gramática Saudade é substantivo abstrato, tão abstrato que só existe na língua portuguesa. Os outros idiomas têm dificuldade em traduzi-la ou atribuir-lhe um significado preciso: Te extraño (castelhano), J'ai regret (francês) e Ich vermisse dish (alemão). No idioma inglês encontramos várias tentativas: homesickness (equivalente a saudade de casa ou do país), longing e to miss (sentir falta de uma pessoa), e nostalgia (nostalgia do passado, da infância). Mas todas essas expressões estrangeiras não definem o que sentimos. São apenas tentativas de determinar esse sentimento que nós mesmos não sabemos exatamente o que é. Não é só um obstáculo ou uma incompatibilidade da linguagem, mas é principalmente uma característica cultural daqueles que falam a língua portuguesa.

Saudade não tem cor, mas pode ter cheiro. Não podemos ver nem tocar, mas sabemos o quanto é grande. Pode ser o sentimento que alimenta um relacionamento amoroso ou apenas o que sobra dele. Pode ser uma ausência suave ou um tipo de solidão. Pode ser uma recordação daquele momento e daquela pessoa, que um dia, mesmo sabendo ser impossível, ousamos querer reviver e rever. É a dor de quem encontrou e nunca mais encontrará, de quem sentiu e nunca mais voltará a sentir. A saudade se combina com outros sentimentos e procria-se. A soma da saudade com a solidão é igual a Dor. O resultado da saudade com a Esperança é a Motivação.

Saudade é uma só, em diferentes palavras. É comum encontrá-la grafada nas lápides em alusão a dor da ausência provocada pela morte. Mas na Literatura e na Música é um tema crônico. É quem arquiteta a estrofe e conduz o tom. Não importa o gênero literário ou o estilo musical, não importa o autor, a época ou a situação.

Casimiro de Abreu versificou sua saudade da infância: "Oh! que saudades que eu tenho / Da aurora da minha vida / Da minha infância querida / Que os anos não trazem mais!". Álvares de Azevedo antecipou a saudade mortal: "Se eu morresse amanhã, viria ao menos / Fechar meus olhos minha triste irmã / Minha mãe de saudades morreria / Se eu morresse amanhã!". A poetisa portuguesa, Florbela Espanca, também registrou sua saudade: "E a esta hora tudo em mim revive / Saudades de saudades que não tenho... / Sonhos que são os sonhos dos que eu tive...".

O Rock brasileiro transformou a saudade numa de suas bandeiras. Renato Russo cantou: "nessa saudade que eu sinto / De tudo que eu ainda não vi". Ainda nas canções de Renato: "dos nossos planos é que tenho mais saudade". Entre o Rock e a MPB, Cazuza, declarou: "Saudade do que nunca vai voltar / E dos amigos que se foram / Eu hoje estou com saudade". Tom Jobim e Vinícius de Moraes compuseram: "Chega de saudade / A realidade é que sem ela não há paz...".

Saudade é um registro fiel do passado. É a prova incontestável de tudo que vivemos e ficou impresso na alma. Ao confessarmos uma saudade, na verdade, estamos nos vangloriando de que, ao menos uma vez na vida, conhecemos pessoas e vivemos situações que foram boas, e serão eternas em nossa alma. Nutri-la, é alimentar o espírito e a própria existência.

Se há tantas e, ao mesmo tempo, tão imprecisas definições de saudade, resta-nos apenas cultivá-la e alimentá-la com pensamentos, músicas, perfumes, fotografias, lugares, fins de tarde e madrugadas. Saibamos viver plenamente o presente, pois ele será a saudosa lembrança de amanhã.

Saudade

Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não
foi embora, mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos que ficaram para trás, é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver. O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

(Pablo Neruda)

miércoles, 14 de noviembre de 2007

"Charla en la cama con un espíritu"

Si la forma de divertirse de los jóvenes de ahora es la que conocemos... entonces creo que yo soy un poco diferente a ellos. Haciéndose los peinados de moda, caminando por la calle con la ropa de moda, bailando en las discos, llevando a sus amantes al mar o a la montaña, manejando autos deportivos... tomándose todo a la ligera y superficialmente, dejándose llevar por la moda... si lo piensas seriamente, eso es en verdad vergonzante. Son en verdad esas cosas disfrutar la juventud? O será que, al contrario, no pueden encontrar algo propiamente de ellos y terminan arrastrados por la moda impuesta por otros? Yo creo que solamente están desperdiciando su juventud... pero nosotros somos diferentes! Siempre estamos encendiendo la luz de nuestros corazones. Como seres dentro de este gigantesco universo... en comparación con ellos, que se dejan llevar por la moda que alguna otra persona creó e impuso, nosotros vivimos con mucho mas significado.

Una diosa lo dijo... Los humanos nacemos bajo una estrella y vivimos el destino que nos fue asignado. Hay quienes nacieron bajo una estrella que les traería felicidad... y otros nacieron bajo una estrella que les traería desgracias... todas las personas tienen un destino diferente... pero yo voy a vivir como una mujer, sea cual sea el destino que me haya asignado!!! Y no estoy viviendo con heridas, sino que estoy superándolas y haciéndome fuerte! Debo encontrar mi felicidad. Y no pienso sentirme derrotada hasta que llegue ese día.

martes, 13 de noviembre de 2007

"¿Quién Muere?" ( Pablo Neruda")


¿QUIÉN MUERE?


Muere lentamente quien se transforma en esclavo del hábito, repitiendo todos los días los mismos trayectos, quien no cambia de marca. No arriesga vestir un color nuevo y no le habla a quien no conoce.
Muere lentamente
quien hace de la televisión su gurú.
Muere lentamente
quien evita una pasión, quien prefiere el negro sobre blanco y los puntos sobre las "íes" a un remolino de emociones, justamente las que rescatan el brillo de los ojos, sonrisas de los bostezos, corazones a los tropiezos y sentimientos.
Muere lentamente
quien no voltea la mesa cuando está infeliz en el trabajo, quien no arriesga lo cierto por lo incierto para ir detrás de un sueño, quien no se permite por lo menos una vez en la vida, huir de los consejos sensatos.
Muere lentamente
quien no viaja, quien no lee, quien no oye música, quien no encuentra gracia en si mismo.
Muere lentamente
quien destruye su amor propio, quien no se deja ayudar.
Muere lentamente,
quien pasa los días quejándose de su mala suerte o de la lluvia incesante.
Muere lentamente,
quien abandona un proyecto antes de iniciarlo, no preguntando de un asunto que desconoce o no respondiendo cuando le indagan sobre algo que sabe. Evitemos la muerte en suaves cuotas, recordando siempre que estar vivo exige un esfuerzo mucho mayor que el simple hecho de respirar. Solamente la ardiente paciencia hará que conquistemos una espléndida felicidad.

Pablo Neruda

sábado, 22 de septiembre de 2007

"Soneto do maior amor"


Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo.

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.

Oxford, 1938

Vinicius de Moraes
(Livro de Sonetos)

martes, 12 de junio de 2007

"Mueren en milésima los sueños"

En la vida toda persona anhela muchas cosas; uno desde pequeño sueña, y se nos es permitido soñar hasta el día en que dejemos de respirar, cada segundo todas las personas tenemos nuestros minutos en donde nos permitimos soñar por mil y un cosas. Existen personas más soñadoras que otras, hay otras que anhelan cosas, pero lo dejan ahí, como se dice: "En el baúl de los sueños olvidados", hay otros que dicen jamás soñar porque ellos son "Realistas", aseguran siempre estar pisando suelo...

La verdad de las cosas es que nos es innato el soñar, anhelar, proyectar, planear, etc. es la esencia del ser humano. Sin ella, nadie hubiera inventado las cosas que hoy en día utilizamos cotidianamente; cosas como por ejemplo: la luz, el papel, la computadora, el celular, etc. me puedo pasar casi todo el día mencionando las cosas, pero el meollo de todo esto, está en que todos cuando tenemos en nuestras cabezas un proyecto dejamos que nuestra imaginación haga gala de su ingenio y astucia. Podemos pasarnos muchísimo tiempo (minutos, horas, días, meses y años; tal vez toda una vida) planeando algo y tal vez involucrando a otras personas en el proyecto. Pues ahora ya no es un sueño o anhelo mío, sino que también lo hago participe a otra persona, creando así un proyecto mancomunado.

Lo increíble es como una persona se toma el tiempo necesario para proyectarse en el futuro, para dejar que su imaginación se despliegue en su máxima expresión, y den como resultado: planes y/o grandes proyectos. Todos, cuando nos proyectamos hay un objetivo, siempre somos detallistas, meticulosos, cuidando toda la estructura que lo conforma; esto nos lleva a tomar mucho tiempo, tiempo que no calculamos ni medimos, porque no es tan importante saber ¿Cuánto tiempo nos tomará realizarlo? sino, en llegar a culminarlo.

Lo curioso de todo esto, es que el tiempo en ese preciso momento no es importante ni lo medimos, pero ¿Cuándo nos damos cuenta de ello? Pues, nos damos cuenta de ello, cuando en cuestión de milésimas de segundo "muere", puede morir un proyecto que nos pudo tomar toda una vida, en cuestión de segundos... en ese momento vemos como todo se derrumba ante nuestra mirada antagónica casi perturbada, porque no se cree que le llevó muchos años de su vida entregado hacia un proyecto, que muere en menos de un parpadear.

Esto nos trae como resultado, mucha frustración, tal vez no vuelva inseguros, pero no hay que dejarnos vencer tan fácilmente, ¡NO! es un momento en donde debemos levantarnos, mirar de frente, demostrar de que estamos hechos, y tomar la decisión de seguir caminando... Sé que es difícil, que parecen solamente palabras bonitas; pero es una gran verdad, tenemos que ser fuertes... y nunca dejar de soñar, de anhelar, de planear, de proyectarnos hacia un futuro que en el mejor de los casos no está muy lejano...

Yo, desde niña siempre creí en una verdad, en mi verdad, que es "Los sueños son realidades futuras" pues, siempre pensé así, siempre obtuve todo lo que me propuse, no me puedo quejar de ello. Pero hoy, sé qué se siente cuando no se logra lo planeado. Choca mucho estar en esta situación, pero siempre existe una pequeña luz, que nos dá esperanzas para seguir el camino, y construir "Vías alternas" o simplemente proyectarnos hacia un nuevo horizonte.

El caso es... nunca rendirnos, intentemos ser como el "Ave Fénix" resurgir entre las cenizas, para hechar vuelo desplegando toda la magestuosidad de su esencia. Siempre se aprende de los errores y/o tropiezos, solo queda tener esa chispa que nos hará seguir adelante.

jueves, 22 de marzo de 2007

"Culpa y pecado..."

Hay un libro muy leído que nos dice que todos somos pecadores. Aunque no todo el mundo se siente culpable por las cosas que hace. Sin embargo, hay algunos, que asumen mas culpa de la que les corresponde. Otros, alivian su conciencia con pequeños actos de bondad o pensando que sus pecados estaban justificados. Por último, hay algunos que simplemente juran no volver a repetirlo. No hablo de los pecados de ese famoso libro, claro esta. Hablo de esos pecados cotidianos que todos llevamos a cabo, de vez en cuando o constantemente y que podemos considerar o no como digno de culpabilidad. Pero en la escala de valores personal esta el grado en el que nos sentimos culpables y por que. Generalizando... de que puede uno sentirse culpable? De algo mal hecho, no? Y que acarree daño ajeno o no. Pero puede uno sentirse culpable por pensar, puede o debe uno sentirse culpable por sentir, por soñar?

Otra paradoja de la naturaleza humana: culpa, sentimiento, duda.
No somos nadie para juzgar... ni a nosotros mismos.

"Melancolía"


Oh!!! dulce y fino amante,
mi corazón te busca en la lejanía
y en mis sueños tu imagen está siempre latente.

Al despertarme mi corazón lamenta no estar contigo, y
lágrimas brotan de lo más profundo de mi ser;
cada vez que veo tu imagen en mi mente, tengo deseos de
besar esos labio rojos que dan vida a mi existencia.

Mi vida no se contenta si tu no estas conmigo,
mi voz, mis manos te buscan y tu no estas presente.
Hoy me doy cuenta de cuanto te amo y cuanta falta me haces.

Sólo me queda la esperanza
de que algún día tu estarás conmigo
y que nuestro amor durará toda la eternidad.

Pero ten la certeza de que yo te amé, te amo y te amaré, y
por ello te esperaré en la noche azul, donde la luna ilumine nuestra pasión;
aunque los años se me vengan encima, tu seguirás siendo mi príncipe azul...


5to "A"

miércoles, 21 de marzo de 2007

"No puedo ni debo..."

Una y cinco de la noche, y
Aún perturba mi cerebro esa frase tuya
Aquella de “No puedo ni debo”.
Busco y rebusco en mi enmarañada imaginación
y la verdad es que no hallo respuesta alguna
(y eso que ya van dando las dos y treinta y algo más).

Se me ocurre hacer de juez del diablo,
y defender tu tesis con los mejores argumentos
para darte la razón y hacerte ver
que ganarás el tema en cuestión.

Como primer alegato diremos que
Vivimos tan alejados que resulta fatigado
Amarnos diariamente, acaso hasta el fastidio
(pero de seguro ya estas pensando
que ni el tiempo ni la distancia han sido impedimento
para que yo te ame desde tiempos inmemoriales {eso quiero pensar...})

Como segundo alegato diremos que
Nos separan los sentimientos anodinos del pasado
Incomparables a este infantil idilio
(pero de seguro ya estas pensando
que en nuestro escabroso caminar
sufrimos mucho para podernos amar)

Como tercer alegato diremos que
nos separa esa forma prosaica que tengo de amar
en contubernio con mis famélicos besos
(pero de seguro ya estás pensando
que la fortuna está de nuestra parte
porque es un romance prístino y lleno
de pequeños detalles que nadie más ha tenido {eso quiero creer...})

Como cuarto alegato diremos que
Soy una pésima amante
Y que no satisfago tus requerimientos masculinos
(No te miento: mi pecho se estruja
y mi dignidad solloza en desconsuelo, por eso te pido
que no me digas lo que estás pensando)

Como podrás ver, has perdido en primera instancia
Pero puedes apelar, puesto que la es justicia ciega
Algún día te otorgue la razón.

Yo, humana, con defectos y virtudes,
Apelo sin embargo al juicio de tu corazón
(Y argumentando que mi amor es sincero,
Cargado de sentimientos especiales que solo
Tú has podido disfrutar, despertar y anidar)
Para que destierres esa frase, pues
Ni el tiempo ni el espacio, nada ni nadie
Podrá separar lo que nosotros hemos creado
(salvo que deseemos finalmente ello)

Ah! Y si algo realmente nos separa
Es un poco de piel, aquella que no nos permite
Tocarnos el alma y sentir como nuestras vidas
vibran al ritmo de nuestros nombres,
laten al compás de cada una de nuestras caricias
y sufren por nuestras querellas...

lunes, 19 de marzo de 2007

"Amor a distancia..."

Tan lejos, pero tan cerca. Así es el día a día de las parejas que viven su pasión separadas por kilómetros.

Aunque, según comienza un famoso bolero, "dicen que la distancia es el olvido...", lo cierto es que esta máxima no se cumple entre todas esas parejas que, por avatares del destino, viven en distintas ciudades pero mantienen una relación sentimental.

"Cuando por ambas partes el sentimiento es verdadero, la distancia acaba siendo una etapa más de la pareja e, incluso, sirve para acercarlos tanto que resulta beneficioso pues consolida una relación profunda en la que ambos son conscientes del esfuerzo que eso implica".

El gran problema de estas parejas es que "el ser humano necesita, por naturaleza, el contacto físico para saberse querido y, en el caso de una relación a distancia, esto se hace especialmente duro. Aunque gracias al avance de las nuevas tecnologías (chat, cámaras web...) esta lejanía se acorta, no es lo mismo escuchar la voz del otro que ver sus reacciones y gestos o poder contar con él cuando te apetece y no tener que esperar a un momento determinado".

Pero con mucha comunicación y confianza mutua. Si generalmente estos dos atributos son la base de una relación de pareja, con kilómetros por medio se hacen más que imprescindibles. “Uno no tiene por qué estar continuamente pegado al otro para conocerse y unirse más, basta con que ambos cimienten su amor en una comunicación fluida y una seguridad fuerte”.

Cuando surjan malentendidos la solución siempre pasa por la clásica fórmula de decirse las cosas y no guardárselas. “Si, por el contrario, el problema es más grave, lo mejor es intentar verse y aclararlo todo cara a cara”.